Vela RC Brasil Express

Jornal eletrônico da vela RC brasileira

2017 – Troféu ” Fair play ” William Astbury – RG65

O TROFÉU

Este troféu é concedido em eventos sob a égide da ABVRC – Associação Brasileira de veleiros RC, ao vencedor por votação entre os participantes do evento, a quem se destaca como o velejador mais socialmente correto, gentil, camarada, obediente às regras e solidário.

O HOMENAGEADO

William Frederick Astbury,  segunda geração de uma família de velejadores rc, fabricante do veleiro Snipe Carajá, manteve-se ativo na vela 1X1 até 1980 com seu veleiro da classe Star. Entre os anos de 1981 e 1985 teve sua primeira participação no 5º Encontro Paraná – São Paulo, aos fins de semana fazia visitas ao tanque de modelismo naval do parque do Ibirapuera, onde se encontrava com seu pai Sr. John Reginald Astbury para dar uma velejada no rc, não podemos deixar de salientar que o Sr. John foi o primeiro da geração Astbury, um grande incentivador e aficionado pela vela RC na classe Marblehead, .
William iniciou seu destaque na vela rc em 1986, pois foi convidado pelo Sr. José Eduardo Vianna secretário geral da UBVRC , atual ABVRC, para ser o chefe da equipe brasileira que iria em 1986 disputar o Campeonato Mundial da Classe Marblehead, os quais faziam parte Srs. Jorge Bercth e Célio Arnaldo Vieira de Souza. A partir de 1986 iniciou uma dedicação inconteste a vela rc brasileira, importou equipamentos, barcos, foi um dos pais do 1Metro ULY. Foi eleito por vários anos como Comodoro da APN, atual APVRC, secretário geral da ABVRC, Presidente da ULY. Esteve presentes chefiando as equipes brasileiras em outros encontros mundiais das classes Marblehead e IOM. Foi ativo em todas as classes praticadas no Brasil, participando de todos os eventos nacionais, seja como velejador ou dirigente. Lamentavelmente uma perda imensurável por tudo que realizou em prol da vela rc brasileira, deixa um legado de paixão e trabalho.

O Mr. FAIR PLAY 2017 – RG65

Seu relato!!!

Ervino Haupt Junior,  Comecei na vela em 1980, quando o pai de um colega meu de escola comprou um Day Sailer e fui convidado a velejar junto em um sábado de abril. Quando o barco foi solto e passamos a nos deslocar com a força do vento, em silêncio, e podíamos ir à qualquer lugar dessa maneira, com essa propulsão, fiquei tão encantado que não disse uma só palavra, parecia incrédulo, o que chegou a levar o dono do barco a ficar preocupado se eu estaria com medo ou não gostando do passeio. Aquilo ali pra mim foi simplesmente fantástico e passei a sonhar com veleiros. Meu pai vendo isso me autorizou a procurar um curso de vela que ele daria para mim. E lá ia eu todo sábado aprender a velejar entre adultos em um Lightning de madeira. Eram dias maravilhosos até que acabou o curso e eu não tinha mais como velejar à não ser de carona, ficando sábados e sábados sentado no cais esperando convite. Mais uma vez meu pai vendo que gostei de verdade desse mundo me deu a liberdade de escolher um barco, que acabou sendo um Hobie Cat 14. Esse barco foi meu companheiro e melhor amigo por muitos e muitos anos, passava os finais de semana e as férias de verão inteiras nele. Começaram as regatas e eu era um adolescente entre os marmanjos mas que me receberam bem e me incentivaram. Vieram bons tempos de aprendizado e bons pegas. Junto disso passava a fazer tripulação em regatas de barcos de oceano e assim a vela tomou conta da minha vida. Mas em 2015, depois de anos adiando a vontade de assistir uma regata de veleiros RC, acabou coincidindo de ir à represa do Passauna aqui em Curitiba e ali estava tendo um campeonato dessa modalidade, especificamente a RG65.
[09:31, 13/9/2017] Ervino Haupt Junior: Fiquei sentado ali, de longe assistindo aqueles pegas e encantado com a dinâmica com que tudo acontecia e com um barco verde que ganhou as 11 regatas do dia. Descobri que aquele que ganhou as 11 regatas fabricava os barcos e já na segunda feira fui à casa do Pedro Stier, que me recebeu muito bem, encomendei um barco mas não conseguia tirar os olhos daquele barco verde que estava sobre a mesa. Acho que diante desse encantamento o Pedrinho não resistiu em me oferecer aquele barco e pronto, em meia hora saía eu com ele debaixo do braço pra no sábado fazer a estréia. Na vela RC achei novos amigos que são fantásticos. Passei a aprender muito, me considero um novato mas com o mesmo espírito de que quando comecei na vela, fazem 37 anos. Considero a vela um esporte nobre e acho que a conduta dos participantes deve ser assim também. Regatas se ganham na água, com regras, claro, mas se destacando aquele que realmente anda melhor. Sou contra ficar se apoiando apenas no regulamento pra tirar vantagens, creio que resultados devem vir antes de tudo do desempenho. Prefiro perder uma regata do que um amigo. Ganhar o premio Fairplay de 2017 é uma enorme alegria, quem divide as raias mais frequentemente comigo e conhece meu jeito de velejar pode compreender melhor isso.

 

 

 

 

 

 

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Informação

Publicado às 14/09/2017 por em informe ABVRC, VRC Express e marcado , , , .
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